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| Fonte: Google Books |
ISBN: 9788580573299
ANO: 2013
NÚMERO DE PÁGINAS: 320
SÉRIE: Como eu era antes de você
SITE: A editora criou uma página dentro do próprio site, só para o livro
e sua continuação. Quem quiser visitar, clique AQUI.
Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.
“ – Jesus Cristo – exclamou meu pai. – Dá para imaginar? Como se já não fosse castigo suficiente ficar numa cadeira de roas enferrujada, você ainda tem como acompanhante a nossa Lou.– Bernard! – minha mãe o repreendeu.Atrás de mim, vovô ria com a caneca de chá encostada na boca.”
William Traynor era um bem sucedido CEO e levava uma vida ativa, com viagens,
sexo, negócios, esportes. Até que um dia sofre um acidente e se vê
tetraplégico. Além das limitações trazidas pela lesão na coluna, há uma série de
outras complicações que tornam Will um cara mal humorado a maior parte do
tempo. Isso e o fato de todo mundo parecer saber exatamente o que ele precisa.
O tempo todo. Quando ele avisa à família de que deseja ir para a Dignitas,
uma clínica na Suíça para suicídio assistido, sua mãe pede-lhe seis meses.
Seis
meses para convencer Will de que viver vale à pena. Essa é a missão de Lou...
Louise é uma jovem de 26 anos que trabalha num café, o The Buttered Bun e
tem um gosto hã... excêntrico para roupas. Ela estava contente com sua rotina,
os clientes habituais e os turistas com sotaques estranhos, seu namoro de sete
anos com um cara narcisista obcecado por triatlo... sem muitas perspectivas
para o futuro. Até que é demitida e vai se torna acompanhante de Will.
Pessoalmente eu achei a Lou (porque já me sinto íntima da moça) uma das
minhas personagens favoritas. Ela não é perfeita, comete erros, não tinha uma
formação adequada para cuidar do Will, mas tem um coração enorme.
“Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele.”
- Lou Clarke
Demorei um
pouco ara me acostumar a escrita da Jojo Moyes. Tipo, umas 20 páginas.
Talvez porque eu ainda estivesse numa ressaca literária com as Crônicas
Lunares. (Socorro! Quando sai o próximo livro?) Ou porque eu não
soubesse o que esperar. Mas os boatos do filme* falaram mais alto. E não é eu valeu a pena?
*Na verdade são mais que boatos, tem lançamento previsto para 16 de
JUNHO, salve a data!
A princípio eu decidi que seria um romance como qualquer outro, cheio de cenas hot após um período “decente” de pura procrastinação. Depois imaginei como um melodrama do Nicholas Sparks, cheio de artifícios para me fazer pagar mico começando a chorar do nada em lugares públicos. Mas estava completamente enganada, exceto pela parte em que eu termino o livro sozinha sentada na cama, me debulhando em tantas lágrimas quanto em QUERIDO JOHN.
A relação entre os
protagonistas começa meio tensa, porque o Will não é um cara
fácil, acostumado a mandar e ser obedecido. Afinal, ele é um excelente
negociador. Mas com o tempo, a convivência e os cuidados exigidos pela situação
do Will surge uma comovente intimidade entre os dois. É lindo
ler sobre a reação dos dois, a proximidade ao realizar tarefas simples, como
fazer a barba ou vestir roupas.
“(...) poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas"William Traynor para Louisa Clarke
Aos poucos deixa
de se uma relação patrão/empregada e vemos que a Lou passa a
fazer coisas que não estão no contrato de trabalho, simplesmente porque quer
vê-lo feliz. E o tempo todo, mesmo que Will permaneça firme em
seu desinteresse em continuar com a própria vida, lá estava eu com os lábios
firmemente apertados para tentar conter as lágrimas quando ele fazia coisas
mesmo contra a vontade porque queria agradar a Lou ou
convencê-la a experimentar coisas novas. É uma relação de troca, linda e
a Lou revela coisas de seu passado que não fora capaz de
confidenciar sequer ao Patrick (o namorado de quem eu não
gostei).
No entanto,
a história não deixa de cativar com uma leveza e graça surpreendentes. Toda vez
que o clima parece ficar tenso no anexo da casa dos Traynor, tem
alguma coisinha aparentemente boba, mas divertida acontecendo na casa da
família Clark: alguma separação digna de novela mexicana dos
vizinhos, uma rusga entre as garotas.
PERSONAGENS SECUNDÁRIOS
É tanta gente e cada um tem a existência tão envolvida no drama do Will,
que vale a pena até criar um subtítulo para falar de todo mundo.
Tem
também um breve trechinho narrado pelo ponto de vista da mãe do Will,
aliás, por cada um dos outros, que achei de um cuidado minucioso da autora. Só
assim, para entender um pouco da personalidade de Camilla Traynor:
uma profissional bem sucedida, uma esposa complacente com as traições e uma mãe
com filhos adultos e independentes que de repente se vê impotente diante da
situação de Will.







