Orange is the New Black - Peper Kerman

Orange is the New Black - Peper Kerman

Leia mais

A Garota Dinamarquesa - David Ebershoff

A Garota Dinamarquesa - David Ebershoff

Leia mais

Lolita - Vladimir Nabokov

Lolita - Vladimir Nabokov

Leia mais

A La Malar

A La Mala

Leia mais

Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo - Christiane V. Felscherinow e Sonja Vukovic

Eu, Christiane F., A Vida Apesar de Tudo - Christiane V. Felscherinow e Sonja Vukovic

Leia mais

quinta-feira, 24 de março de 2016

Como eu era antes de você - Série como eu era antes de você 1 - Jojo Moyes

Fonte: Google Books

EDITORA: INTRÍNSECA
ISBN: 9788580573299
ANO: 2013
NÚMERO DE PÁGINAS: 320
SÉRIE: Como eu era antes de você
SITE: A editora criou uma página dentro do próprio site, só para o livro e sua continuação. Quem quiser visitar, clique AQUI.

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

“ – Jesus Cristo – exclamou meu pai. – Dá para imaginar? Como se já não fosse castigo suficiente ficar numa cadeira de roas enferrujada, você ainda tem como acompanhante a nossa Lou.
– Bernard! – minha mãe o repreendeu.
Atrás de mim, vovô ria com a caneca de chá encostada na boca.”
            William Traynor era um bem sucedido CEO e levava uma vida ativa, com viagens, sexo, negócios, esportes.  Até que um dia sofre um acidente e se vê tetraplégico. Além das limitações trazidas pela lesão na coluna, há uma série de outras complicações que tornam Will um cara mal humorado a maior parte do tempo. Isso e o fato de todo mundo parecer saber exatamente o que ele precisa.  O tempo todo. Quando ele avisa à família de que deseja ir para a Dignitas, uma clínica na Suíça para suicídio assistido, sua mãe pede-lhe seis meses.
         Seis meses para convencer Will de que viver vale à pena. Essa é a missão de Lou...
             Louise é uma jovem de 26 anos que trabalha num café, o The Buttered Bun e tem um gosto hã... excêntrico para roupas. Ela estava contente com sua rotina, os clientes habituais e os turistas com sotaques estranhos, seu namoro de sete anos com um cara narcisista obcecado por triatlo... sem muitas perspectivas para o futuro. Até que é demitida e vai se torna acompanhante de Will.

            Pessoalmente eu achei a Lou (porque já me sinto íntima da moça) uma das minhas personagens favoritas. Ela não é perfeita, comete erros, não tinha uma formação adequada para cuidar do Will, mas tem um coração enorme.
“Seu corpo era apenas uma parte do pacote completo, algo para se lidar de vez em quando, em intervalos, antes de voltarmos a conversar. Para mim, tinha se tornado a parte menos interessante dele.”
                                                                                                     - Lou Clarke
             
           Demorei um pouco ara me acostumar a escrita da Jojo Moyes. Tipo, umas 20 páginas. Talvez porque eu ainda estivesse numa ressaca literária com as Crônicas Lunares. (Socorro! Quando sai o próximo livro?) Ou porque eu não soubesse o que esperar. Mas os boatos do filme* falaram mais alto. E não é eu valeu a pena?
*Na verdade são mais que boatos, tem lançamento previsto para 16 de JUNHO, salve a data!

            A princípio eu decidi que seria um romance como qualquer outro, cheio de cenas hot após um período “decente” de pura procrastinação. Depois imaginei como um melodrama do Nicholas Sparks, cheio de artifícios para me fazer pagar mico começando a chorar do nada em lugares públicos. Mas estava completamente enganada, exceto pela parte em que eu termino o livro sozinha sentada na cama, me debulhando em tantas lágrimas quanto em QUERIDO JOHN.


         A relação entre os protagonistas começa meio tensa, porque o Will não é um cara fácil, acostumado a mandar e ser obedecido. Afinal, ele é um excelente negociador. Mas com o tempo, a convivência e os cuidados exigidos pela situação do Will surge uma comovente intimidade entre os dois. É lindo ler sobre a reação dos dois, a proximidade ao realizar tarefas simples, como fazer a barba ou vestir roupas. 

“(...) poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas"
William Traynor para Louisa Clarke
         Aos poucos deixa de se uma relação patrão/empregada e vemos que a Lou passa a fazer coisas que não estão no contrato de trabalho, simplesmente porque quer vê-lo feliz. E o tempo todo, mesmo que Will permaneça firme em seu desinteresse em continuar com a própria vida, lá estava eu com os lábios firmemente apertados para tentar conter as lágrimas quando ele fazia coisas mesmo contra a vontade porque queria agradar a Lou ou convencê-la a experimentar coisas novas. É uma relação de troca, linda e a Lou revela coisas de seu passado que não fora capaz de confidenciar sequer ao Patrick  (o namorado de quem eu não gostei).
           No entanto, a história não deixa de cativar com uma leveza e graça surpreendentes. Toda vez que o clima parece ficar tenso no anexo da casa dos Traynor, tem alguma coisinha aparentemente boba, mas divertida acontecendo na casa da família Clark: alguma separação digna de novela mexicana dos vizinhos, uma rusga entre as garotas.

 PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

            É tanta gente e cada um tem a existência tão envolvida no drama do Will, que vale a pena até criar um subtítulo para falar de todo mundo.
           Tem também um breve trechinho narrado pelo ponto de vista da mãe do Will, aliás, por cada um dos outros, que achei de um cuidado minucioso da autora. Só assim, para entender um pouco da personalidade de Camilla Traynor: uma profissional bem sucedida, uma esposa complacente com as traições e uma mãe com filhos adultos e independentes que de repente se vê impotente diante da situação de Will.
“Precisava dar ao meu filho um lugar para olhar. Precisava dizer a ele, silenciosamente, que as coisas poderiam mudar, crescer ou fenecer, mas que a vida continuaria. Que todos nós éramos parte de um grande ciclo, algum tipo de arranjo cuja finalidade só Deus poderia entender. Eu não podia dizer isso a ele, é claro.”

– Camilla Traynor, mãe do Will

             Nathan é o enfermeiro neozelandês que cuida do Will. Ele logo simpatiza com a Lou e todas as boas mudanças que ela trouxe, mesmo quando a moça dá umas mancadas (por pura imperícia, diga-se de passagem) nos cuidados com o Will. Talvez por não estar emocionalmente envolvido, ao menos não tanto quanto a Lou, respeita melhor a decisão dele de ir para a Dignitas.
            Treena é a irmã mais nova de Lou e apesar do futuro promissor reservado à todos os gênios descobertos, teve de abandonar os estudos e trabalhar para criar sozinha o filho, Thomas. Bom, sozinha não. Ela conta com a ajuda de Lou e dos pais. Apesar de obviamente amar a irmã e demonstrar isso algumas vezes, achei ela meio irritante em certos aspectos. Aquela coisa de irmãs e eu dou toda a razão para a Lou. Vai ver é porque os bate bocas tenham sido convenientemente narradas por ela, haha.
             Os pais de Louisa e têm aquela família barulhenta e apesar de uma casa antiga e simples, parece sempre estar cheia de delicias preparadas na cozinha de Josie ou de piadas (que no fundo são carinhosas) do Bernard sobre o resto da família.
         Patrick (pessoa horrível) é o namorado da Lou, um personal trainner. Como o livro é narrado em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Louisa, traz uma descrição um pouco cínica do moço e ele me pareceu atirado, um perfeito narciso! Tratando ela o tempo todo com uma condescendência irritante.


            Como eu Era Antes de Você foi um remedinho de ouro para meu porre com Crônicas Lunares. Só que para me curar de uma, acabei entrando noutra ressaca literária depressiva terrível daquelas. Preciso de uma leitura bem açucarada antes de ler Depois de Você (sim, porque pobre da Lou, merece um final feliz depois de tudo, né?).


            P.S.: Eu decidi não assistir ao trailer até que eu já tivesse chegado ao epílogo do livro, mas para quem gosta de viver perigosamente, tá AQUI, ó.

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Oi Jacque!
      Não é?
      !!! SPOILER !!!
      Quando terminei de ler, não sabia se chorava ou se odiava o Will!
      Mas fazer que, parece que eu gosto de sofrer pq já estou LOUquinha pra ler "Depois de você".
      =]

      Excluir
  2. Oi Ná.
    Não conhecia esse livro, fiquei interessada em ler agora depois da sua resenha.
    Aproveito pra dar boas vindas ao Agenda dos Blogs.
    Vim conhecer seu cantinho, já estou seguindo para acompanhar todas as novidades.
    Bjos
    http://www.amodainfoco.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Cristal!
      Leia sim, é triste, mas ótimo! Haha.
      Obrigada!
      Vou dar uma passada lá no seu blog tb!
      =)

      Excluir
  3. Acabei de ler ele na terça!
    Ai que final triste neh!
    Ansiosa para ler o Depois de você!
    Te encontrei no Agenda dos Blogs e já estou te seguindo para acompanhar tudinho!
    Bjs!
    Mah
    De casinha nova

    ResponderExcluir